O que fazer em Berlim | Melhores programas para um roteiro de até 4 dias na capital da Alemanha

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Se você está planejando uma viagem para a Alemanha e Berlim está no roteiro, ou se você ainda está em dúvida se a cidade merece uma parada, vou te adiantar: merece, e muito! O que fazer em Berlim nunca vai ser uma pergunta sem resposta, porque a cidade te engole de um jeito que poucas cidades conseguem. Ela é intensa, cheeeeia de história, absolutamente viva e com muita personalidade. E sabe uma coisa interessante? Diferente da maioria dos destinos europeus, Berlim é uma cidade nova, com construções modernas e poucos lugares históricos. Tudo isso porque a Segunda Guerra Mundial devastou a cidade, obrigando-a a se reconstruir quase do zero.

Nossa viagem por Berlim durou 4 dias e exploramos a cidade em parceria com o Visit Berlin, que tornou a experiência ainda mais especial. Estávamos com o Berlin WelcomeCard for 5 days, um cartão que além de oferecer descontos em diversos atrativos e museus, também inclui transporte público ilimitado e gratuito em toda a cidade. O passe fez toda a diferença no roteiro e achei que vale muito a pena!

Por isso, montei aqui um guia completo de o que fazer em Berlim, com 15 programas imperdíveis para uma viagem de até 4 dias. São paradas que misturam história, gastronomia, arte e muita emoção. Bora comigo descobrir o que fazer em Berlim?


O que fazer em Berlim: 15 programas imperdíveis

1. Caminhar pela Avenida Unter den Linden

Um dos melhores lugares para começar os seus dias em Berlim é a a Unter den Linden, que é a avenida mais famosa e mais antiga de Berlim, e um verdadeiro passeio pela história da cidade.

Com 1,5 km de extensão, ela corta o centro histórico de Berlim (o bairro Mitte) do Portão de Brandemburgo até a Ponte do Palácio (Schlossbrücke), que dá acesso à Ilha dos Museus. No caminho, você passa pela Universidade Humboldt, onde estudaram Marx, Engels e os Irmãos Grimm, e onde Einstein lecionou antes de fugir da Alemanha em 1932, pela Ópera Estatal, pelo Museu Histórico Alemão e pela imponente embaixada russa, que ainda carrega a foice e o martelo esculpidos nas janelas, lembrança vívida da era soviética.

Além de todos esses pontos interessantes, pra mim a Bebelplatz é a que mais chama atenção. A primeira vista, a praça parece como uma outra qualquer, cercada por algunes prédios históricos. Contudo, ela carrega uma história que é impossível de ignorar. Foi ali que, em 10 de maio de 1933, os nazistas realizaram uma das maiores queimas de livros da história: mais de 20 mil obras de autores judeus, marxistas, pacifistas e qualquer um que contrariasse a ideologia do regime foram jogadas nas chamas numa única noite. Entre os autores queimados estavam Freud, Marx, Heinrich Heine e Bertolt Brecht.

E no centro da praça você encontra uma janela de vidro no chão, que guarda uma biblioteca subterrânea completamente vazia. A biblioteca tem paredes brancas e as prateleiras vazias porque o espaço foi projetado para comportar exatamente a quantidade de livros que foram destruídos naquela noite (cerca de 20 mil).

Impressionante, ne? Pra mim, é uma daqueles luagres que tem que ir. Enquanto passei por ali, fiquei pensando no simbolismo de se queimar livros, ou melhor, conhecimento. Por isso, se você está se perguntando o que fazer em Berlim, esse local não pode ficar de fora!


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2. Fazer o tour de ônibus Hop-on Hop-off

Confesso que não costumo ser a pessoa que utiliza esses ônibus turísticos Hop-on Hop-off… sempre achei meio sem graça. Mas fiquei positivamente surpresa com essa experiência, principalmente pelo fato de você ter um áudio guia, que inclusive tem opção de português brasileiro, e nele você vai tendo um apanhado geral sobre a historia das cidades e dos atrativos.

O passeio foi oferecido pelo Visit Berlin como parte da nossa parceria e tour percorre os principais pontos turísticos da cidade e te dá a liberdade de descer onde quiser, explorar o tempo que achar necessário e pegar o próximo ônibus quando estiver pronto, perfeito para quem quer aproveitar bem cada canto da cidade sem perder tempo com logística.

Além disso tudo, uma grande vantagem do Big Bus Hop-On Hop-Off é que comprando ele, você também tem direito a um tour gratuito a pé. O tour começa no Portão de Brandemburgo e leva você pelos principais pontos históricos da região. Por fim, você ganha uma tote bag exclusiva de Berlim e um Currywurst, o famoso e delicioso embutido alemão temperado com curry que é praticamente o símbolo gastronômico de Berlim. Uma bela forma de começar sua viagem por Berlim, né?


3. Visitar o Portão de Brandemburgo

Impossível falar sobre o que fazer em Berlim sem falar do Portão de Brandemburgo, afinal, ele é o símbolo da cidade, principal ponto turístico, cartão postal e um dos monumentos mais carregados de significado da história!

Construído no século XVIII a mando do rei Frederico Guilherme II, o portão foi erguido como símbolo de paz, mas ironicamentem ele acabou se tornando testemunha de guerra, divisão e, finalmente, reunificação. Durante a Guerra Fria ele ficou no limbo entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental e quando o Muro caiu, em 1989, foi exatamente na parte do muro que ficava na altura do portão que os berlinenses celebraram.

portão de brandemburgo - o que fazer em berlim

4. Tour incluso no Bigs Bus pelos arredores do Portão de Brandemburgo

Para descobrir o que que fazer em Berlim para saber mais sobre a história da cidade, com toda certeza esse programa é para você. Ele não só te da um apanhado geral sobre a história de Berlim, como também te mostra lugares qe você pode voltar com mais tempo ou ir depois do tour.

O tour começa logo ao lado do Portão de Brandemburgo. O tour está incluso no seu ingresso do Hop-On Hop-Off do Big Bus de Berlim e ele aborda, sobretudo, dois dos capítulos mais marcantes da história de Berlim: a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Perfeito pra ser um dos primeiros programas da cidade, assim você já fica inteirado, pela percepção de um guia local, sobre a história de Berlim. Vale muito a pena!

O guia que fez o tour conosco já era nascido quando o muro de Berlim caiu e, portanto, tinha lembranças brandas sobre o período em que a cidade era dividida. Isso fez toda a diferença no tour, porque ele contava a história carregada da emoção de quem viveu a história. Sem contar que ele passa por uns cantinhos que sem um tour você possivelmente não conheceria.

Um parada interessante é um estacionamento próximo ao Memorial aos Judeus Mortos. Ele não é apenas um esatcionamento, porque é nessa localização que ficava o bunker de Hitler. Embora seja um fato relevante, não existe nada no local, apenas uma placa com informações sobre o bunker.

localização do bunker de hitler

Nosso nosso guia foi enfático, porque ele fica feliz que o local tenha se tornado um grande ‘nada‘, um simples estacionamento. Não há nada ali que celebre a vida, segundo ele, de um dos piores seres humanso a pirasarem no planeta terra.

Ainda no tour, também passamos em frente a um monumento que é uma grande silhueta de um rosto em homenagem a Georg Elser, um carpinteiro que tentou assassinar Adolf Hitler com uma bomba em 1939 para tentar impedir a Segunda Guerra Mundial.

o que fazer em berlim - Monumento Georg Elser

Por fim, mas não menos importante, também passamos em frente a um dos únicos prédios Nazistas ainda em pé em Berlim. A construção ficava do lado ocidental e quando os soviéticos ocuparam essa parte, mantiveram a construção, que foi uma das únicas que não foi destruída durante a guerra. Atualmente abriga o Ministério das Finanças da Alemanha.

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5. Memorial aos Judeus Mortos da Europa

A poucos metros do Portão de Brandemburgo e por onde o tour a pé também passa, está um dos lugares mais impactantes de Berlim. O Memorial aos Judeus Mortos da Europa, também conhecido como Memorial do Holocausto, é formado por 2.711 blocos de concreto de alturas variadas, espalhados por uma área de quase 20 mil metros quadrados.

O projeto foi do arquiteto americano Peter Eisenman, inaugurado em 2005, e a proposta era justamente provocar desconforto e desorientação. Ao caminhar entre os blocos, que chegam a quase 5 metros de altura, você se perde, perde a referência do entorno, e sente na pele algo que remete à angústia vivida pelos cerca de 6 milhões de judeus assassinados pelo regime nazista entre 1933 e 1945.

Quando você começa a se aprofundar na cidade, descobri que muito de o que fazer em Berlim está conectado com a Segunda Guerra Mundial. Contudo, mesmo sendo atrativos densos, pesados… ao meu ver, são imperdíveis! Porque é preciso conhecer a história para não repetí-la.


6. Checkpoint Charlie

O Checkpoint Charlie foi o ponto de passagem mais famoso entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental durante a Guerra Fria. Era aqui que diplomatas, militares aliados e estrangeiros autorizados cruzavam a fronteira. O nome “Charlie” vem do alfabeto fonético da OTAN (Alfa, Bravo, Charlie) e o posto ficou mundialmente conhecido por episódios tensos.

Um dos episódios mais emblemáticos foi em 1961, após a construção do muro, onde tanques americanos e soviéticos ficaram frente a frente no local durante quase 16 horas por problemas nas questões de acesso da fronteira. Os tanques acabaram recuando, mas foi nesse episódio que por muito pouco a Guerra Fria não deu início à 3ª Guerra Mundial.

Hoje vemos uma reconstituição do posto de controle com figurantes vestidos de soldados americanos. É super turístico, mas acho que vale muito passr por lá. Ainda é possível ver uma foto de um soldado americano e de um soldado soviético, além de placas que informam que você está prestes a entrar/sair de um dos dois lados.


7. Visitar o museu Topografia do Terror

Outro lugar que, na minha opinião, não pode ficar de fora de o que fazer em Berlim é o museu Topografia do Terror (Topographie des Terrors). Localizado exatamente no local onde funcionava a sede da Gestapo, a polícia secreta nazista e da SS, os dois principais instrumentos de repressão do regime. Nesse mesmo terreno, entre 1933 e 1945, mais de 15 mil pessoas foram interrogadas, torturadas e executadas.

Os prédios originais foram destruídos pelos bombardeios dos aliados em 1945, mas algumas ruínas dos porões foram escavadas e preservadas, e hoje correm paralelas a um dos trechos mais longos do Muro de Berlim que ainda seguem de pé em Berlim. Além disso, hoje existe um museu gratuito.

Eu saí de lá completamente impactada. O museu conta, de forma cronológica e detalhada, tudo o que aconteceu durante o regime nazista, desde a ascensão de Hitler ao poder, passando pela criação e expansão da Gestapo e da SS, pelas deportações, pelos campos de concentração, pelas atrocidades cometidas não só na Alemanha mas em toda a Europa ocupada.

Painéis com fotos, documentos, recortes de jornal, vídeos, entrevistas e registros históricos que não deixam dúvida sobre a dimensão do que foi praticado ali. É um museu pesado, que mexe com a gente de verdade, mas que precisa ser visto.

Ter visitado esse museu me ajudou a colocar em perspectiva a importância de se documentar a história, de saber tudo o que aconteceu pra que as coisas ruins não voltem a acontecer. Inclusive, o fato de tudo em Berlim lembrar a Segunda Guerra Mundial e de os locais conversarem abertamente sobre isso me deixou encantada. Parece quase como uma terapia coletiva… porque embora eles tenha muita vergonha e raiva de tudo o que aconteceu, eles não jogam pra debaixo do tapete.


8. Comer um Currywurst

E agora se você está se perguntando o que fazer em Berlim, além de opntos turísticos… bom, Berlim é uma cidade que tem muita força na comida de rua e tem uma comidinha que você não pode deixar de experimentar: o famoso Currywurst.

O Currywurst é nada mais, nada menos do que uma salsicha cozida e frita, fatiada, servida com um molho de tomate temperado com curry em pó por cima. Simples, porém delicioso! Além de ser um ícone da cidade.

Não se tem certeza sobre como surgiu, mas a história mais aceita é que uma senhora chamada Herta Heuwer inventou o prato em Berlim, em 1949, após conseguir ketchup e curry dos soldados britânicos.

É claro que você vai encontrar barracas e restaurantes que oferecem o Currywurst por toda a cidade, mas nós fomos na Curry Wolf do ladinho do Portão de Brandemburgo, que era cortesia do Big Bus Hop-On Hop-Off!

O melhor de tudo é tem opção vegana! Bruno provou a tradicional e aprovou e eu pedi a vegana, que também estava deliciosa. Ainda pedimos uma batata frita pra acompanhar. Só faltou o chop!


9. Alexanderplatz

A Alexanderplatz é a grande praça central de Berlim Oriental e hoje segue sendo uma das praças mais importantes da cidade. Um lugar cheio de lojas, restaurantes e muuuuita gente! Além disso, a praça conta com um dos maiores hubs de transportes de Berlim, já que lá se enconram metrô, trem, bonde e ônibus.

Mas a Alexanderplatz vai além da logística: ela é histórica, marcante e cheia de vida. O destaque não poderia ser outro que não a impressionante Torre de TV (Fernsehturm), a construção mais alta da Alemanha, que foi erguida na época da RDA como símbolo do poder socialista e segue sendo o cartão postal mais icônico da cidade. Se tiver interesse em ver Berlim do alto, é uma excelente pedida. O restaurante no topo da torre é giratório e você pode ter uma refeiçao, enquanto vai tendo uma vista 360º da cidade.

Por isso, se você está procurando o que fazer em Berlim para ter uma vista panorâmica da cidade, subir na Tirre de TV, sem dúvidas, é um programa perfeito pra você!


 

10. O que fazer em Berlim além do cartão postal: Nikolaiviertel

Nikolaiviertel é um pequeno bairro ao lado da Alexanderplatz e ele me surpreendeu muito positivamente! Sem dúvudas, um dos cantinhos mais charmosos Berlim.

O bairro medieval tem cara de cidadezinha antiga, com ruas de paralelepípedo, casas coloridas, igrejas antigas, lojinhas de artesanato e cafés aconchegantes. Por fim, tem uma linda vista para a Ilha dos Museus e a Catedral de Berlim, já que está localizado às margens do Rio Spree.

Outra coisa muito interessante, é aqui que fica a Igreja de São Nicolau (Nikolaikirche), a mais antiga de Berlim, datada de 1230. Embora o bairro tenha sido totalmente destruído na Segunda Guerra, ele reconstruído nos anos 1980 pela RDA, curiosamente para celebrar os 750 anos de Berlim.

Um lugar perfeito pra um almoço, onde você encontra restaurantes a beira do rio e outros nas ruelinhas no coração do bairro.


11. Ilha dos Museus

A Ilha dos Museus (Museumsinsel) é uma ilha no meio do Rio Spree que conecta a Alexanderplatz com a Avenida Unter den Linden e ela é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999.

Por lá você encontra cinco museus:

  1. Altes Museum: inaugurado em 1830, abriga uma das maiores coleções de arte da Grécia Antiga, Roma e Etrúria do mundo;
  2. Neues Museum: destruído na Segunda Guerra e reconstruído apenas em 2009, é lá que vive a estrela da ilha: o famoso busto da rainha Nefertiti;
  3. Alte Nationalgalerie: inspirada na Acrópole de Atenas, reúne pinturas e esculturas do século XIX passeando pelo Romantismo, Impressionismo e início do Modernismo;
  4. Pergamonmuseum: o mais visitado de Berlim, abriga estruturas arquitetônicas inteiras de civilizações antigas, como o Portão de Ishtar da Babilônia e o Portão do Mercado de Mileto;
  5. Bode Museum: localizado na ponta da ilha, impressiona com sua vasta coleção de esculturas medievais, arte bizantina e uma das maiores coleções de moedas do mundo.

Minha sugestão é que você escolha apenas um deles, de acordo com as suas preferências, porque se escolher mais, não vai caber mais nenhuma experiências dessa lista de o que fazer em Berlim. Lembrando que o Berlim WelcomeCard oferece descontos especiais para você comprar os ingressos!

Agora, independente de você entrar ou não em algum museu, sugiro que caminhe um pouco pela ilha, que é linda. Além disso, pode buscar um cantinho ou banquinho para sentar e recuperar um pouco as energias. Nada como curtir o movimento e a vida acontecendo.

Por fim, é na Ilha dos Museus ainda que está a icônica Catedral de Berlim (Berlim Dom). Ela é maior e mais importante igreja protestante da Alemanha, construída entre 1894 e 1905. Uma das construções mais imponentes e fotografadas de toda a cidade, com uma cúpula enorme que domina a paisagem de vários ângulos.

Se tiver interesse em entrar, por dentro ela é igualmente impressionante e possui o maior órgão da Alemanha! Você também pode ver Berlim lá da cúpula, basta subir os 270 degraus paar ter uma vista panorâmica. Acredito que deve compensar o esforço…


12. DDR Museum

Pra mim, um dos passeios mais interessantes, divertidos e diferentes em Berlim, porque ele basicamente mostra como era a vida na Berlim Oriental soviético) durante a época da República Democrática Alemã (DDR).

O DDR Museum é um museu interativo e muito bem montado, que recria ambientes domésticos, mostra como funcionavam os serviços secretos, como as pessoas se vestiam, o que comiam, o que assistiam na TV, o que vendiam nos comércios, como era o único modelo de carro, como era o governo, a propaganda… enfim, tudo sobre Berlim Ocidental.

A parte mais divertida é que você pode percorrer uma réplica de como era uma casa comum. Você pode passar pelo quarto, cozinha, sala, banheiro… a experiência é incrível.

O museu tem um preço justo, contudo, é possível economizar ainda mais com o Berlin WelcomeCard.


13. Memorial do Muro de Berlim

O Memorial do Muro de Berlim (Gedenkstätte Berliner Mauer) é diferente de qualquer outro lugar da cidade. Aqui, ao contrário do que aconteceu na maior parte de Berlim, um trecho do Muro foi preservado com a faixa de morte, as torres de vigilância, as cercas e toda a estrutura que dividia a cidade. Você pode ver todas as camadas de obstáculos entre um lado e outro da cidade e como era praticamente impossível atravessar de um lado pro outro.

Além dessa parte e de um pequeno museu com torre de observação, o local é longo, percorrendo quase 1,5km onde você vê certinho por onde o muro passada. Contudo, uma das partes mais interessantes são os caminhos demarcados no chão, mostrando a direção dos túneis cavados para tentativas de fuga. Algumas tentativas tiveram sucesso!


14. Eastside Gallery

A East Side Gallery é o maior trecho preservado do Muro de Berlim. 1,3 km grafitada, transformada em galeria de arte ao ar livre. Artistas de todo o mundo foram convidados a pintar o muro logo após a queda, em 1989 e 1990, e o resultado é uma das instalações de arte urbana mais famosas do mundo!

Eu amei o muro, mas a experiência vai além dos murais, e por isso eu amei demais essa região. Primeiro que existe um parque que acompanha a galeria a beira do rio Spree e você pode caminhar por ali ou até mesmo fazer um piquenique.

Pode também cruzar a bela Ponte Oberbaum (Oberbaumbrücke), um dos cartões postais de Berlim e, do outro lado da ponte, almoçar em um dos hambúrgueres mais icônicos de Berlim, o Burgermeister Schlesisches Tor. A hamburgueria fica embaixo do viaduto do metrô, na altura da estação Schlesisches Tor. O mais legal é que o espaço onde está a hamburgueria já foi um banheiro público da década de 1920. Sim, você leu certo: um banheiro transformado em hamburgueria!!! Haha

Os hambúrgueres são saborosíssimos (tem opção vegana) e o ambiente é absolutamente único. Eu amei muito! Por isso, se você busca onde comer, além d eo que fazer em Berlim, pode seguir essa minha dica!


15. Passeio de barco pelo Rio Spree

E porque não ver Berlim a partir de um barco? O passeio de barco pelo Rio Spree, também foi oferecido pelo Visit Berlin e eu amei demais a experiência. O passeio é ofereceido pela empresa Stern + Kreis, com opções de 1 ou 2 horas. O tour vai navegando pelo Spree, onde passa pelos principais pontos da cidade como a Ilha dos Museus, o Palácio de Berlim, o Nikolaiviertel, o Parlamento… Além disso, você ouve sobre Berlim através do guia de áudio disopnibilizado também em português brasileiro.

Fizemos no fim do dia, o que achei perfeito para curtir o entardecer e ver as cores do céu mudando conforme o tempo ia passando. Um passeio perfeito pra relaxar e curtir a cidade de outro ângulo.


16. Tiergarten

Por fim, mas longe de ser o menos importante, o Tiergarten. Esse enorme parque no centro de Berlim é o pulmão verde da cidade e não pode ficar de fora da sua listinha de o que fazer em Berlim. Antigamente era a floresta de caça da realeza prussiana (a mesma que a Unter den Linden conectava ao palácio!), e hoje é o parque público mais amado pelos berlinenses e também pelos turistas.

Dá para passar horas caminhando, pedalando, curtindo a natureza ou simplesmente deitando na grama observando a vida passar. Dentro do parque, você também encontra a Coluna da Vitória (Siegessäule), que oferece uma vista espetacular no alto dos seus 67 metros de altura.

Além disso, o parque também conta com um biergarten, perfeito para fechar o dia, um happy hour, almoço… o que tiver afim. O lugar é delicioso, localizado a beira de um lago. Muitos turistas, mas também muitos locais vem curtir esse cantinho especial.

Eu, particularmente, achei uma excelente forma de me despedir da cidade! Nada mais típico alemão do que tomar uma cerveja e comer um bretzel no parque, não é mesmo?


E aí, já sabe o que fazer em Berlim na sua viagem?

Berlim é dessas cidades que te surpreendem… afinal, embora esteja no centro da história de guerras mundiais, é uma cidade cosmopolita, cheia de energia e vibrante. E embora os alemães estejam sempre relembrando (pra não esquecer e nem repetir) a parte ruim que teve a cidade como palco principal, Berlim se abre pro novo.

A cidade é grande e mesmo não tendo taaantos pontos turísticos clássicos, eu acredito que em 4 dias dá para conhecer o principal, se aprofundar um pouco mas e sair encantado com a atmosfera da cidade.

A impressão que eu tive de Berlim é que aquele tpo de cidade perfeito para passar muitos dias… porque ela tem uma cena gastronômica maravilhosa, bairros incríveis para se perder pelas ruas e uma sensação de pertencimento. Berlim nos convida a viver a rua e mergulhar em sua história.

Por fim, gostaria de reforçar que nossa experiência foi completa e inesquecível graças à parceria com o Visit Berlin. O transporte público ilimitado por toda a cidade durante os 4 dias faz uma diferença enorme no roteiro, você vai e volta de qualquer ponto sem preocupação com custo. Além da experiências como o Big Bug Hop-On Hop-Off e o passeio de barco que deixou tudo mais completo.

Então já sabe, né? Anota todas as dicas de o que fazer em Berlim e curta muito sua viagem pela capital alemã!


O QUE FAZER EM BERLIN | DICAS DE EXPERIÊNCIAS



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